Suécia ouve Assange<br>em Londres

A Justiça sueca aceitou finalmente a proposta do Equador de interrogar Julian Assange na sua embaixada em Londres, onde o fundador do WikiLeaks está asilado desde Agosto de 2012.

Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Equador, divulgado dia 10, a data para a realização das diligências será acordada nas próximas semanas.

O texto recorda que o governo equatoriano sempre demonstrou disponibilidade para que o interrogatório de Assange se realizasse na representação diplomática no Reino Unido, de modo «a pôr fim a dilações desnecessárias do processo e garantir a tutela judicial efectiva».

Ao mesmo tempo, as autoridades equatorianas ressalvam que as diligências da Justiça sueca, no quadro do acordo de assistência legal firmado em Dezembro último pelos dois países, «não afectam as conclusões e recomendações emitidas pelo Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias das Nações Unidas», que, em Fevereiro deste ano, concluiu que Julian Assange se encontra em situação de «detenção arbitrária».

O Equador reitera ainda a vigência do asilo e protecção ao australiano enquanto subsistirem as circunstâncias que motivaram a sua concessão.

O jornalista de 44 anos refugiou-se na embaixada equatoriana para evitar a extradição para a Suécia, onde é acusado de violação. Assange nega as acusações, afirmando que o processo foi forjado com o fim de facilitar a sua entrega aos EUA, onde enfrentaria um julgamento militar pela divulgação de centenas de milhares de documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão e no Iraque.




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